Categoria Música, Conheça os Pré-Nomeados desta terceira edição e a justificação dos Júris
Categoria Música
Bulimundo
Fazem parte do nosso historial. Após alguns anos afastados das lides musicais, retomam a carreira, com a reunião de músicos que fizeram as várias épocas do grupo. Começam a surgir de novo, os primeiros palcos, onde o público começa de imediato a ser frequência constante. Neste ultimo ano, os espectáculos repetem-se e, quem lá esteve, uma só certeza salta à vista, para além da qualidade e coerência musical que se mantem perto da inicial: a presença do
grupo na memória dos seguidores, quase que de forma intocável.
Se a isso juntarmos o fato da presença constante, das gerações de agora, que provavelmente não viram o inicio deste grupo e uma total transversalidade na assistência, será justo dizer que em 2016 os Bulimundo foram um dos grupos de maior importância para o panorama nacional.
Hélio Batalha
Hélio foi desde cedo Sr. de letras que retratam uma realidade de Santiago pouco falada, porém, de uma forma pouco agressiva...Mas, tão cirúrgica...Poeta da realidade, observa de forma cuidada e denúncia com acuidade. Mas não só as palavras fazem Hélio Batalha. Nota-se também em Hélio a preocupação crescente na melhoria da sua maquinaria instrumental, com consequência na sua música. Nacionalmente temas como “N’Kre ser”, fazem parte do refrões mais cantados pelo público do Hip Hop, e não só, pois Hélio também conquistou de forma natural, outros ouvintes...novos seguidores, não só para ele, como provavelmente para o próprio Hip Hop, alimentando o Hip Hop made in CV, estilo musical que tanto tem exaltado e defendido. Assim, pela capacidade de mostrar duras realidades de forma poética, que poderão arrastar posições pedagógicas, pelo cuidado em apresentar sempre melhorias musicais aos Cabo-verdianos, pela divulgação de um género musical, partilha de uma paixão com todo o Cabo Verde, e por levar cada vez mais o nosso crioulo para fora...Hélio Batalha e o álbum “Karta de Alforria” reúne os requisitos para personalidade de 2016, na área da Musica.
Lula’s e Cachupa Psicadélica
Lula’s vêm fazendo o seu trabalho pausadamente mas de forma discreta. Situa-se numa área da música Cabo-Verdiana, onde ainda há pouca presença – a música alternativa. Logo no início de 2016 tiveram uma calendarização de espectáculos interessante, divulgando assim o seu álbum. Destacando-se primeiro em Lisboa e depois conquistando palcos importantes de Portugal. Consequência do ano de 2016, preparam-se para fazer uma das mais conceituadas salas de Portugal – o Centro Cultural de Bélem (CCB).
Para além de músico, Lula’s escreveu para outros artistas de renome, como Cristina Branco, cujo álbum foi muito bem aceite pela crítica, e participou no último trabalho de Branko. Indo mais longe, mostra sobretudo - a dai a sua importância - que existe uma música Cabo-verdiana em áreas menos conhecidas, para outros ouvintes.
O seu álbum “Último Cabo-verdiano triste”, apesar de não ter tido formato físico, rodou em várias rádios, leu-se noutras páginas, conquistou outros públicos para a música de Cabo Verde...Talvez se ouça falar de Cabo Verde, em palcos até agora menos frequentados.
Nelson Freitas
Pelo nível de internacionalização do seu nome e consequentemente do nome de Cabo Verde, é um dos artistas mais influentes da atualidade, ajudando inclusive a abrir portas a uma geração de músicos que foi influenciada pelo seu estilo e forma de fazer música. Durante o ano de 2016 destacou-se com o lançamento de “FOUR” o seu mais recente trabalho discográfico e entrou para o topo de tabelas de vendas e programas musicais das rádio e televisões e culminou o ano com um grande concerto para milhares de fãs no Campo Pequeno em Lisboa no final da tournée “Ride Or Die “. O artista conta com mais de 123 000 subscritores e 70 000 000 visualizações YouTube e continua uma trajetória única atingindo sucesso mundo afora.
Os Tubarões
Alguns anos, separam os anos de ouro dos Tubarões do seu regresso, onde 2016 foi preponderante para voltarmos a ter em palco um dos maiores grupos de sempre da nossa música.
Provavelmente o nome mais sonante dos grupos musicais de Cabo Verde. Cantaram Cabo Verde, e sobretudo as suas músicas onde as letras eram uma perfeita celebração de um Cabo Verde livre e independente fazendo assim parte da memória da maioria dos Cabo-verdianos, de então. À imagem desses anos anteriores, em 2016, os Tubarões reaparecem. Conquistam de novo, os palcos nacionais e preparam-se para os internacionais. O mais importante: o público que os ouviu e viu é seguidor, mas mais...o legado que deixaram nos discos serviu para que as gerações vindouras também se apercebessem rapidamente que estavam perante um marco importante da música de Cabo Verde. E tão bem souberam mostrar nos espectáculos durante o último ano, o seu reconhecimento, quando a presença de jovens nas plateias é considerável. Assim, pela fácil (re) conquista do público (de então e de agora), pelo arrastar de seguidores nos seus espectáculos ao longo de 2016, pelas tournées que se aproximam, fruto dessas apresentações, Os Tubarões foram uma das personalidades da música de 2016.
Bulimundo
Fazem parte do nosso historial. Após alguns anos afastados das lides musicais, retomam a carreira, com a reunião de músicos que fizeram as várias épocas do grupo. Começam a surgir de novo, os primeiros palcos, onde o público começa de imediato a ser frequência constante. Neste ultimo ano, os espectáculos repetem-se e, quem lá esteve, uma só certeza salta à vista, para além da qualidade e coerência musical que se mantem perto da inicial: a presença do
grupo na memória dos seguidores, quase que de forma intocável.
Se a isso juntarmos o fato da presença constante, das gerações de agora, que provavelmente não viram o inicio deste grupo e uma total transversalidade na assistência, será justo dizer que em 2016 os Bulimundo foram um dos grupos de maior importância para o panorama nacional.
Hélio Batalha
Hélio foi desde cedo Sr. de letras que retratam uma realidade de Santiago pouco falada, porém, de uma forma pouco agressiva...Mas, tão cirúrgica...Poeta da realidade, observa de forma cuidada e denúncia com acuidade. Mas não só as palavras fazem Hélio Batalha. Nota-se também em Hélio a preocupação crescente na melhoria da sua maquinaria instrumental, com consequência na sua música. Nacionalmente temas como “N’Kre ser”, fazem parte do refrões mais cantados pelo público do Hip Hop, e não só, pois Hélio também conquistou de forma natural, outros ouvintes...novos seguidores, não só para ele, como provavelmente para o próprio Hip Hop, alimentando o Hip Hop made in CV, estilo musical que tanto tem exaltado e defendido. Assim, pela capacidade de mostrar duras realidades de forma poética, que poderão arrastar posições pedagógicas, pelo cuidado em apresentar sempre melhorias musicais aos Cabo-verdianos, pela divulgação de um género musical, partilha de uma paixão com todo o Cabo Verde, e por levar cada vez mais o nosso crioulo para fora...Hélio Batalha e o álbum “Karta de Alforria” reúne os requisitos para personalidade de 2016, na área da Musica.
Lula’s e Cachupa Psicadélica
Lula’s vêm fazendo o seu trabalho pausadamente mas de forma discreta. Situa-se numa área da música Cabo-Verdiana, onde ainda há pouca presença – a música alternativa. Logo no início de 2016 tiveram uma calendarização de espectáculos interessante, divulgando assim o seu álbum. Destacando-se primeiro em Lisboa e depois conquistando palcos importantes de Portugal. Consequência do ano de 2016, preparam-se para fazer uma das mais conceituadas salas de Portugal – o Centro Cultural de Bélem (CCB).
Para além de músico, Lula’s escreveu para outros artistas de renome, como Cristina Branco, cujo álbum foi muito bem aceite pela crítica, e participou no último trabalho de Branko. Indo mais longe, mostra sobretudo - a dai a sua importância - que existe uma música Cabo-verdiana em áreas menos conhecidas, para outros ouvintes.
O seu álbum “Último Cabo-verdiano triste”, apesar de não ter tido formato físico, rodou em várias rádios, leu-se noutras páginas, conquistou outros públicos para a música de Cabo Verde...Talvez se ouça falar de Cabo Verde, em palcos até agora menos frequentados.
Nelson Freitas
Pelo nível de internacionalização do seu nome e consequentemente do nome de Cabo Verde, é um dos artistas mais influentes da atualidade, ajudando inclusive a abrir portas a uma geração de músicos que foi influenciada pelo seu estilo e forma de fazer música. Durante o ano de 2016 destacou-se com o lançamento de “FOUR” o seu mais recente trabalho discográfico e entrou para o topo de tabelas de vendas e programas musicais das rádio e televisões e culminou o ano com um grande concerto para milhares de fãs no Campo Pequeno em Lisboa no final da tournée “Ride Or Die “. O artista conta com mais de 123 000 subscritores e 70 000 000 visualizações YouTube e continua uma trajetória única atingindo sucesso mundo afora.
Os Tubarões
Alguns anos, separam os anos de ouro dos Tubarões do seu regresso, onde 2016 foi preponderante para voltarmos a ter em palco um dos maiores grupos de sempre da nossa música.
Provavelmente o nome mais sonante dos grupos musicais de Cabo Verde. Cantaram Cabo Verde, e sobretudo as suas músicas onde as letras eram uma perfeita celebração de um Cabo Verde livre e independente fazendo assim parte da memória da maioria dos Cabo-verdianos, de então. À imagem desses anos anteriores, em 2016, os Tubarões reaparecem. Conquistam de novo, os palcos nacionais e preparam-se para os internacionais. O mais importante: o público que os ouviu e viu é seguidor, mas mais...o legado que deixaram nos discos serviu para que as gerações vindouras também se apercebessem rapidamente que estavam perante um marco importante da música de Cabo Verde. E tão bem souberam mostrar nos espectáculos durante o último ano, o seu reconhecimento, quando a presença de jovens nas plateias é considerável. Assim, pela fácil (re) conquista do público (de então e de agora), pelo arrastar de seguidores nos seus espectáculos ao longo de 2016, pelas tournées que se aproximam, fruto dessas apresentações, Os Tubarões foram uma das personalidades da música de 2016.
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